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Texto inédito celebra aniversário de Guimarães Rosa no Fliaraxá

28 de junho de 2018

Em 27 de junho, há 110 anos, nascia João Guimarães Rosa; na mesma data, há 80 anos, Graciliano Ramos publicava o icônico “Vidas Secas”. Juntos, eles são os Patronos da sétima edição do Fliaraxá e foram tema da primeira mesa que ocupou a Sala Minas Gerais. Heloisa Starling, Wander Melo Miranda e Ricardo Ramos Filho apresentaram suas reflexões acerca das obras dos autores e, de que forma, eles se encontram em algum momento da história.

 

Heloísa, a primeira a falar, ressaltou a necessidade de se realizar um percurso pelo Sertão para compreender Guimarães e Graciliano. “Ambos buscam prosperidade, um na cidade grande, o outro, retomando a vida seca. De alguma forma, um completa a história do outro. Juntos, eles passam por um grande momento de modernização”, afirma.

 

“Liberdade completa, ninguém desfruta”, afirmou Wander Melo. Para ele, o sertão de Graciliano torna-se uma agonia, sair dele não é fácil. Ao mesmo tempo, com Guimarães, ele pode se tornar um lugar de esperança. “Um lugar de dor e esperança, um extremo limite, que durante muito tempo, continuará a ser nossa face mais luminosa, e sombria”, completa.

 

De acordo com Ricardo Ramos, Vidas Secas é o romance mais tocante de Graciliano. Segundo ele, é a obra em que o autor mais fala de si. “Na miséria, precisando ganhar dinheiro e com muita mágoa de Alagoas, cidade onde foi preso. Mesmo que tenha sido publicado em 1988, a obra aponta problemas muito atuais”, destaca.

 

Mais Guimarães

 

Na sequencia da mesa dos Patronos, o ator Cacá Carvalho fez a leitura do texto inédito, Pormenor de Ausência, escrito pela autora Lívia Baião. Ela narra o final da vida de Guimarães Rosa. O artista foi extremamente aplaudido após a apresentação.  Segundo ele, a obra é um lampejo do próprio Guimarães, contudo, nem tudo é verdade, nem tudo é mentira. Quem decide o que é o que, é o próprio público. “Eu me alimento de Guimarães Rosa”, completa.

 

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