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Pedro Muriel o poeta da superação

30 de junho de 2018

A poesia entrou na vida de Pedro Muriel ainda na infância. Foi na casa do avô que teve o primeiro contato com a literatura. Se perdia, encantado, na biblioteca. Isso tudo ajudou a se tornar quem é hoje. Um escritor que enfrenta desafios e que acaba de lançar o livro “Proesia”. Pedro revela que precisa sair de si para entrar no livro e gosta de desafios.

Desde adolescência trava árdua batalha contra uma doença progressiva e precisa da ajuda de uma máquina e cadeiras de rodas para viver. Às vezes, baixa a guarda, mas na maioria do tempo está firme e nada impede que ele realize seus sonhos, como formar-se em Relações Internacionais, viajar, andar de barco, lutar pelo direito à acessibilidade e inclusão e escrever.

“A poesia tem que ter força, por isso amo escrever. Ela não pode ser de outro planeta. Me alimento das pessoas que convivem comigo para escrever”, revela. Ele conta que escreve poesias e os livros no celular enquanto está deitado. “É muito tranquilo. Uma escrita que nasce de tudo. Escrevo todos os dias, dessa forma, faço da poesia meu mapa”.

Tem como referência autores como Adélia Prado, Carlos Drummond de Andrade, Mia Couto e outros.  Em sua passagem pelo Fliaraxá, nesta sexta-feira, dia 29, deixou uma mensagem. “Quem faz a revolução é o coletivo e o indivíduo. Primeiro a gente começa a encantar a gente mesmo e depois o todo. Vamos criar força com a poesia de uma maneira mais positiva”.

Pedro ainda deixa um recado para as pessoas, especialmente aqueles e aquelas que têm algum tipo de deficiência: “Lutem, tenham persistência. Devemos acordar para as coisas mais sensacionais, pois viver ver é uma aventura”.

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