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Os melhores momentos de Monja Coen no Fliaraxá

15 de maio de 2019

Monja Coen foi convidada a repetir o sucesso de 2018 e abrir com chave de ouro o Fliaraxá 2019

 

A Monja Coen foi uma das presenças mais aguardadas da sétima edição do Fliaraxá. E para quem não pôde comparecer em 2018 terá a chance de conferir a presença da Monja novamente este ano. Na abertura, quarta-feira, dia 19 de junho, às 20h30 ela vai falar sobre “O tempo do mundo e o tempo de cada um”. 

Monja Coen é Cláudia Dias Baptista de Souza, conhecida como Coen Rōshi ou Monja Coen. É uma monja zen budista brasileira. Tem ascendência portuguesa e é missionária oficial da tradição Soto Shu, de sede japonesa.

Na mesa mesa do Fliaraxá 2018, que teve mediação de Afonso Borges, Monja Coen lançou “O inferno somos nós”, com co-autoria de Leandro Karnal, pela Editora Papirus.

Diferenças

“A quem interessa que estejamos preocupados o tempo todo?”, esse foi o questionamento que a Monja fez depois do exercício de respiração que abriu seu encontro com a plateia do Fliaraxá. Falou de fundamentalismo religioso e também diferença de pensamentos. Para Monja Coen, uma pessoa querer que todos pensem igual a ela é o inferno. Por isso, o nome do livro.

A autora fez uma diferenciação sobre o que é o céu e o inferno. Para ela o inferno é o ódio, o rancor, a vingança, o desafeto.  Já o céu é quando somos capazes de nos relacionar com harmonia e com respeito a todos os seres, a todas as formas de vida.

A partir disso, Monja Coen fala do que é o ser, o ser humano, o existir. De onde viemos? De um óvulo que foi fecundado. A soma do vermelho e do branco que deu origem a mais um ser humano. Depois disso veio a infância, a adolescência (algumas vezes problemática). E uma pausa para falar da adolescência atual. Por que os adolescentes estão em crise? Por que essa onda de suicídio nessa época da vida? E por que é importante, sim, falar sobre esse assunto?

 

Confira aqui a programação completa do Fliaraxá

 

Problemas sociais

Todas essas falas de Coen Rōshi perpassam os problemas atuais e antigos que as sociedades enfrentam, como os políticos, os sociais e os pessoais. Passa também pelo questionamento da nossa existência: de onde viemos, para onde vamos, qual o sentido da vida. Para ela, precisamos fazer as pessoas pensarem, refletirem, e não ignorar esses questionamentos.

Isso mostra que somos seres diferentes, que pensamos diferente e temos diferentes culturas. Para exemplificar, a Monja fala sobre traduções. Ao traduzir um texto de uma língua para outra é preciso entender a cultura daquele lugar, não faz sentido simplesmente traduzir as palavras.

Outro ponto importante, e que amarra toda a fala da Monja, é a reflexão sobre o diálogo. Ela diz “se alguém pensa diferente de você, aprenda a dialogar”. Para ela, a partir disso é possível transformar uma cultura de violência em uma cultura de paz. Percepção e sensibilidade em relação ao outro é um importante ponto de partida para que os conflitos sejam resolvidos. A proposta é que cada um de nós possa se conhecer em profundidade e intimidade.

O vídeo completo da participação da Monja Coen na última edição do Fliaraxá está disponível no Facebook e também no YouTube. Confira aqui também:

 

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