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Mulheres extraordinárias chamam atenção no Fliaraxá

21 de junho de 2019

Érica Toledo, Natália Menhem, Brisa Marques e Alícia Maria inauguraram o bate-papo Mulheres Extraordinárias. Serão diversas sessões ao longo da programação. A conversas em tom intimista são sempre na Estação das Árvores, um local a céu aberto, no qual as pessoas podem se acomodar da forma que quiserem. A primeira discussão girou em torno do tema “O que a arte nos pergunta sobre nossos corpos?”.

Diante de olhares atentos de homens e mulheres (a maioria, claro), Érica Toledo abriu explicando sobre como enxerga o corpo no mundo. Para ela, é algo simbólico, pois outros animais agem por instinto e nós somos guiados por convicções. “Eu sou psicanalista, então tenho uma visão mais voltada para esse sentido, de entender, com base na psicanálise, o que é o nosso corpo”, contou. 

“A arte  salvou o meu corpo da angústia, a partir dela consegui ter intimidade ”, explicou Natália Menhem. Para ela, a arte é uma espécie de canalização dos sentimentos, sentidos e, até mesmo, do corpo.

Brisa Marques começou a perceber a relação entre corpo e arte quando descobriu a performance. “Eu descobri que o nosso corpo pode dizer o que linguisticamente a gente não pode”, comentou. Em seguida,  cantou versos dizendo que a mulher não é propriedade do homem e pode fazer o que ela quiser.

Já com um discurso mais direto, Alícia Maria se apresentou como médica há 30 anos e artista. Para ela, arte é comunicação e fundamental para o desenvolvimento humano.

Depois, cada uma leu uma poesia de um dos seus livros e convidou a todos para sempre praticar o exercício da conversa pois “é a forma mais razoável de amparo”, concluiu Alícia Maria. Para as autoras, o espaço do Fliaraxá é fundamental para falar da presença da mulher na literatura, pois elas tratam de temas fundamentais.

Mulheres Extraordinárias

Outros quatro encontros estão programados: Quando estamos presentes diante dos outros? (21/06, 11h), O que estamos compartilhando uns com os outros? (21/06, 16h), Como a imaginação e a arte nos defendem do nosso desamparo? (22/05, 11h) e Palavras encantadas: a urgência da poesia em nossas vidas (23/06, 11h). Todos os encontros são na Estação das Árvores, um espaço externo perto da área gastronômica.

(Jaiane Souza)

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