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Machado de Assis é homenageado em mural no Fliaraxá

21 de junho de 2019

Nos 180 anos de Machado de Assis, patrono do Fliaraxá, o público ganhou um presente: um grande mural feito pelo artista visual Ton. “Quero mostrar com a linguagem do grafite quem realmente é o Machado. Escritor negro que, além de ser muito importante para a literatura, é importante para a história do Brasil”, explica o artista ao comentar que o autor de Capitu presenciou a abolição da escravidão, a passagem do Império para a República e todos os fatos do mundo na transição entre os séculos XIX e XX.

Dez romances publicados, mais de 200 contos, folhetins, peças teatrais e crônicas. Esse é um pequeno resumo da obra de Joaquim Maria Machado de Assis, um dos escritores brasileiros mais importantes da história da literatura. O autor nasceu no Morro do Livramento, no Rio de Janeiro, em 21 de junho de 1839, em uma família pobre. Nunca entrou na universidade e o pouco que estudou foi em escolas públicas. Mesmo assim, hoje é considerado um cânone da literatura.

Machado de Assis, também conhecido como Bruxo do Cosme Velho, está na história e no imaginário de muitas pessoas. Jovens, adultos e idosos têm relações distintas com o escritor. Alguns deles lembram de Machado desde a educação básica até os dias atuais, como é o caso de Tânia Silva. Mesmo depois que saiu da escola continuou lendo as obras do autor. Tânia esteve presente na oitava edição do Fliaraxá e comentou sobre a importância de Machado ser o patrono do ano de 2019. “A literatura dele é muito importante até hoje e vai continuar sendo durante muito tempo”.

Autor de diversos clássicos como Dom Casmurro, Helena e Memórias póstumas de Brás Cubas, o Bruxo foi o principal responsável pela criação da Academia Brasileira de Letras. Hoje, 180 aos após o nascimento, as pessoas reconhecem o seu papel na história do pensamento brasileiro. “180 anos não é pouco tempo, então, se ele ecoa até hoje nos lugares quer dizer que é uma grande referência”, comenta Ana Carolina Macedo Barbosa, escritora de 37 anos e autora de Um minhocuçu em apuros e As escolhas de Alex.

A escritora Ana Carolina também leu as obras de Machado em sua época de escola. “Li de novo depois que cresci e é fascinante ver como a mesma história pode mudar dependendo da nossa idade. Por isso, é sempre importante reler um texto”, explica.

100 contos de Machado de Assis

O romantismo também está presente na data que marca os 180 anos de nascimento do autor. O casal Maria Rejane Palhares Valdisser de Faria e André Valdisser de Faria estão lendo, juntos, um livro com cem contos de Machado. De acordo com André, ele está conhecendo novamente a obra do escritor. “Como era obrigatório na minha época de escola eu criei uma certa resistência, agora eu estou redescobrindo”, confessa.

Além deles, o garoto Luis Fernando Prado está começando a conhecer a narrativa machadiana. Estudante do ensino médio técnico do Cefet Araxá, ele conta que leu o conto “A cartomante” de Machado e realizou uma fotonovela com a sua turma. “Nós nos caracterizamos com figurinos de época e posamos para as fotos”, explica.

(Jaiane Souza)

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