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Cortou a fita não tem volta: vem que começou o Fliaraxá

20 de junho de 2019

Está valendo! Começou o VIII Fliaraxá que homenageia Valter Hugo Mãe

Entre tantos escritores e personalidades, o destaque do pontapé inicial da oitava edição do Fliaraxá foi a pequena Manuela Borges, de 9 anos. Foi ela a responsável por cortar a fita vermelha na noite desta quarta-feira (19) e abrir oficialmente o Festival. Claro que, na falta de trejeito com a tesoura, teve a ajuda de nada mais nada menos do que Valter Hugo Mãe, um dos mais prestigiados escritores da atualidade, e Danilo Santos de Miranda, o respeitado diretor do Sesc-SP.

Guiado pelo cortejo do Congado – Moçambique Verde e Branco de Araxá, o público foi conduzido para dentro deste pequeno mundo da literatura, da leitura e da imaginação em que se transformou as dependências externas do Tauá Grande Hotel. Do charmoso coreto, Afonso Borges, criador e curador do Festival, apresentou a estrutura que inclui área de gastronomia, livrarias, feirinhas, lojinha oficial, caminhão museu da UFMG e palco para shows e apresentações. Depois, todos os presentes foram convidados a entrar no auditório do Cine Tiradentes.

Nova geração, democracia e o Fliaraxá
Manu, simbolicamente, representa a nova geração de leitores que o Fliaraxá tem consolidado ao longo de quase uma década. São jovens, crianças e adultos que hoje têm um pouco mais de acesso à leitura em Araxá e região por meio de iniciativas que o Festival promove nas escolas e pela gratuidade integral da sua programação.

O pilar de sustentação que permite que o Festival saia fortalecido a cada edição é o apoio, principalmente, da CBMM. O Gerente de Engenharia da empresa, ​Leornardo da Rocha e Silva, fez questão de estar presente na abertura. “O Fliaraxá contribui para a preparação de novas gerações, oxigenando novas perspectivas para a construção de um mundo melhor”, destacou.

Valter Hugo Mãe pegou na veia. Foi breve, mas objetivo: “A democracia acontece quando entregamos informação, instrução, educação a todas as pessoas de maneira que elas potencializem toda a sua capacidade. Isso se pode chamar de igualdade. Estes festivais representam isso, um exercício de democracia. Que este seja um encontro, um diálogo que conduza todos à paz”, desejou à plateia.

Homenagens
Outro apoio importante vem da Prefeitura de Araxá. O representante do poder executivo local, Geraldo Lima Junior (Secretário de Desenvolvimento Econômico), também fez questão de comparecer ao local que para ele é “onde se aflora a cultura, a arte, o turismo e viés econômico da cidade”

A presidenta da Academia Araxaense de Letras, Cátia Lemos, fez uma homenagem à patrona local do Festival, a escritora Maria Santos Teixeira (in memorian).

E o deputado estadual Bosco, presidente da Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, entregou ​uma moção com votos de congratulação, aprovada pela Comissão, ao fundador do Fliaraxá. “A cidade agradece ao Festival, que trouxe cultura educação e impulsionou a economia local. Parabéns Afonso, parabéns a todos os envolvidos”, finalizou.

​A programação do Fliaraxá ​se estende até o dia 23 de junho, domingo, com a presença de 180 escritores do Brasil e do mundo. A entrada é gratuita.

(Rafael Minoro)

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