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Cartas, guerra e abolição entre os temas da tarde de sábado

30 de junho de 2018

O sábado continuou agitado no Fliaraxá. O dia começou com a entrega dos prêmios d e Redação Maria Amália Dumont e seguiu com debates sobre Economia Criativa e também sobre os 130 anos da Abolição da Escravatura e o raro hábito de se escrever cartas.

 

A mesa, mediada por Heloísa Starling, teve participações de Ângela Alonso, Paula Dalari e Ricardo Aleixo. A conversa analisou as consequências da abolição e como aquele processo influenciou a história do Brasil. “Amor, ordem e progresso? É difícil conquistá-los quando se é negro”, desabafou o poeta Ricardo Aleixo.

 

Ângela de Castro e Marcelo Rubens participaram da mesa A escrita de si, escrita do outro, na qual abordaram o quase extinto hábito de se escrever cartas. Enquanto para Ângela as correspondências são uma prática de valorizar a cultura e incentivar a escrita, para Marcelo, são um desabafo. “Eu queria falar do meu problema pessoal, da minha reconstrução. E afinal, os livros não são isso? Uma carta ao leitor?”, questiona.

 

Mais tarde, no salão Ouro Preto, o autor Philippe Lobjois, repórter de guerras há mais de 25 anos (como a Karen, a Guerra do Kosovo e a Guerra do Afeganistão), contou sobre a experiência ao escrever o livro “Diário de Myriam”. Ele narra a Guerra da Síria vista pela ótica de uma menina de oito anos. “Ela precisava falar sobre a guerra e comentou de um diário no qual escrevia algumas anotações”, revelou durante a conversa. Os escritos da adolescente foram transformados em livro.

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