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As vozes do poema por Antônio Carlos Secchin

30 de maio de 2019

Ensaísta, poeta e ficcionista, Antônio Carlos Secchin é autor de dez livros.  É professor visitante de várias universidades estrangeiras – na França, em Portugal, na Itália, na Venezuela, no México e nos Estados Unidos. Também é responsável por várias seletas e obras completas de poetas brasileiros, como Castro Alves, Cecília Meireles, Ferreira Gullar e Júlio Salusse.

O autor participa na sexta-feira, dia 21 de junho, da homenagem aos 180 anos de Machado de Assis. Estará acompanhado de Marco Lucchesi, Antônio Torres, Zuenir Ventura e Ignácio de Loyola Brandão. Na ocasião, o ator Thiago Lacerda fará leituras de textos do patrono do Fliaraxá.

Já no dia 22 de junho, Secchin participa com Alice Ruiz e Afonso Borges da mesa “As vozes do poema”. “Suponho que a voz do poeta é apenas aquela que ecoa com mais nitidez, porém ela é feita das muitas outras que ele ouviu. Escrever é dizer feito de escutas”, diz.

 

Confira a entrevista de Antônio Carlos Secchin

 

Você tem uma ligação muito forte com a obra de João Cabral de Melo Neto, já desenvolveu diversos trabalhos sobre ele, diversas releituras etc. A criação dele influencia na sua?

 

João Cabral é dos que menos me influenciaram, apesar de estudá-lo há quarenta anos. E exatamente por isso: examinando em detalhes sua poesia,  descobri o que não devo ou preciso  fazer, por já ter sido feito de maneira magistral  por ele.

 

Como é ser, ao mesmo tempo, crítico e escritor?

 

Eu me entendo bem com esses dois, procuro administrar com equilíbrio a parte de cada um, para que não acabem brigando.

 

Além disso, você ainda é professor. Dá pra separar as coisas ou tudo anda junto?

 

Tudo junto no amor à poesia, e separado no modo de expressar esse amor.

 

Como é hoje a relação das pessoas com a poesia. Você como professor universitário vê alguma mudança?

 

Pelo menos desde  fins do século XIX, poesia e público não fazem outra coisa senão discutir a relação. Quando a gente pensa que o divórcio é inevitável, surgem sempre novos autores para tentar reconstruir a ponte.

 

Quando falamos “Literatura, Leitura e Imaginação” , tema do oitavo Fliaraxá, o que você pensa?

 

Que o nono Fliaraxá talvez tenha dificuldade de encontrar um tema, pois a abrangência do tema atual permite múltiplos desdobramentos, em todas as direções.

 

Você participa de festivais literários, qual a importância destes eventos para a educação e incentivo à leitura?

 

O desejável, nos festivais, é que o entusiasmo com a presença do autor se transforme em efetivo estímulo para o conhecimento de sua obra.

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