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A esperança e a mulher na literatura em debate no quarto dia

1 de julho de 2018

Quem são essas mulheres que estão fazendo a literatura brasileira? A pergunta foi respondida pelas  escritoras Leila Ferreira, Ilana Casoy, Eliane Brum e Daniella Zupo que participaram do debate com mediação de Luiz Ruffato. Elas falaram sobre si, sobre suas obras e como é ser mulher escritora no Brasil.
Em seguida, foi o momento de ver Leonardo Boff e Eugênio Bucci no debate A Esperança hoje é a virtude mais urgente e necessária.  Boff fez questão de ficar de pé para a fala, bastante lúcida, sobre o Brasil de hoje. Abordou política e disse que o sofrimento que estamos passando neste momento não é em vão.
“Isso tudo é para o grande salto que vamos dar”. O escritor acredita que as maiores virtudes do ser humano são a fé, o amor e a esperança. “Hoje o mais decisivo é a esperança. A vida sem ela é suicídio. É o que mantém o horizonte aberto e que podemos mudar a realidade. Quando perdemos, a existência da vida some”, completou.
Encerramento
O encontro que fechou a noite foi com as autoras homenageadas Ana Maria Machado e Marina Colasanti. A discussão gerou em torno da importância da leitura como formação. Marina começou a conversa com reflexões políticas, sociais e a desigualdade entre sexos . “Estamos em um momento que as moças acordaram e estão estudando. Digo para todas: estudem, a roda não foi inventada hoje, só estudando que poderemos ir a frente”.

Ana Maria Machado disse desacreditar na política e reforçou o papel da leitura e da literatura para a revolução. “Defendo a existência do Professor-leitor. Professor que não lê é igual instrutor de natação que fica do lado de fora da piscina dizendo: um dois, um dois”. Na pauta ainda reflexão sobre o conjunto da obra das duas, seus métodos de escrita e estilos próprios.

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