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8º Fliaraxá vem com “Literatura, Leitura e Imaginação” e homenagem a Valter Hugo Mãe

19 de abril de 2019

 

 

No feriado de Corpus Christi, de 19 a 23 de junho, a cidade mineira sedia o Fliaraxá, que conta com programação gratuita de encontros, workshops e gastronomia. 

 

O mundo das letras mais uma vez desembarca no interior das Minas Gerais. A 8a edição do Fliaraxá – Festival Literário de Araxá – vem com o tema “Literatura, Leitura e Imaginação” para atrair o universal ao regional, produzindo sinergias onde a cultura preserva o patrimônio e este valoriza a cultura. O cenário é o Tauá Grande Hotel e Thermas de Araxá onde, entre 19 e 23 de junho, feriado de Corpus Christi, mais de cem autores e autoras vão se reunir para celebrar o amor pelos livros e pela leitura.

 

O Patrono desta edição é o nosso mais importante escritor, Machado de Assis que, no dia 21 de junho, sexta-feira, o Brasil comemora o aniversário de 180 anos. O atual presidente, o escritor Marco Lucchesi vai participar da homenagem, acompanhado de alguns acadêmicos. Como já virou tradição, a acolhedora Araxá será inundada por um mar de gente interessada nos debates, palestras, conversas, sessões de autógrafos e leituras. A Patrona Local será a escritora Maria Santos Teixeira (in memorian).

 

Dando sequência à vocação lusófona do Festival, o autor homenageado é o português Valter Hugo Mãe, que lança livro novo. A novidade é que toda parte visual do evento será composta por ilustrações do autor, que também é artista plástico, feitas com exclusividade.

 

Araxá retomou seu protagonismo turístico e cultural nos sete anos de realização do Fliaraxá, que promoveu uma verdadeira revolução na cena cultural local. Uma ação permanente, que perpassa os dias do Festival, fez aumentar o número de leitores, fortaleceu a cadeia produtiva, estimulou o surgimento de novos autores, seja via Concurso de Redação ou simplesmente pelo contato direto com os grandes nomes da literatura nacional e internacional que todo ano desembarcam na cidade.

 

O Festival reuniu, no ano passado, quase 30 mil pessoas, em 4 dias de evento, com a presença de 120 autores. Turistas e moradores atraídos não só pela literatura, mas pelo “Fliaraxá Gastronomia” montado em grandes estruturas na área externa com Hotel, com uma programação diversificada e de bom gosto.

 

A curadoria  do Festival é composta pelo criador do Festival, o gestor cultural Afonso Borges, pela historiadora e professora Heloisa Starling, o cientista político Sergio Abranches, a filósofa Marcia Tiburi e o educador Leo Cunha. Os curadores locais serão os escritores Luiz Humberto França, Rafael Nolli e Rodrigo Feres.

 

Toda a programação do Fliaraxá tem entrada gratuita, graças à Lei Federal de Incentivo à Cultura, por intermédio do patrocínio da CBMM – Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração – e o apoio cultural do Itaú.

 

São parceiros institucionais desta edição: a Prefeitura Municipal de Araxá, a TV Integração, a TV Globo, a Câmara Brasileira do Livro, a Uniaraxá, a Academia Araxaense de Letras, o Sesi-MG, o Sesc-MG, o Senac-MG e o Sebrae-MG. A realização é da Associação Cultural Sempre um Papo, sob a coordenação geral da Rubim Produções.

 

 

Educação e Leitura:  o legado do Fliaraxá

 

O objetivo do Fliaraxá é o estimulo à leitura, principalmente entre as crianças e os jovens. É visível o crescimento do interesse pelo livro nesta faixa etária, retorno dado pelos professores, escolas e educadores de Araxá. Em 2018, aconteceram diversas atividades em colégios uma semana antes do início do evento. A receptividade foi tão positiva que este ano o “Pré-Fliaraxá” vai promover um verdadeiro “esquenta” nas escolas públicas e particulares da cidade, entre os dias 10 e 18 de junho,  em uma forma ativa de envolver a população e democratizar ainda mais o acesso à cultura.

 

A efervescência cultural ativa a economia criativa de Araxá. Numa verdadeira maratona, vão acontecer debates, palestras, oficinas, contação de histórias, rodas de leitores, saraus e doações de livros. Na outra ponta, leitores e ouvintes atentos de todas as idades, entre eles recuperandos da APAC em regime especial.

 

 

A 8a edição repleta de atrações

 

O 8o Fliaraxá dará continuidade às linhas traçadas com sucesso em suas edições anteriores: forte presença nas escolas, professores e pais, com interlocução junto ao poder público, na área de educação; uma imensa livraria, a cargo da Blooks, do Rio de Janeiro, que venderá também livros a preços reduzidos; a continuidade do concurso de redação ‘Maria Amália Dumont’; integração entre a história dos patronos e autores homenageados com os alunos e as escolas; e programação específica dirigida às crianças e adolescentes.

 

A área de Gastronomia, instalada na parte externa do Grande Hotel, vai ter, este ano, o acréscimo de conteúdo focado na culinária mineira e da região, além de fazer uma comunhão com a literatura. Serão convidados chefs, especialistas, jornalistas e pessoas da área para palestras e aulas. Um projeto vai alinhar a comida dos grandes clássicos com jantares/palestras. Estão na pauta também as cervejas artesanais, os queijos, doces e demais componentes da chamada Economia Criativa. Além disso, uma extensa e proveitosa programação de teatro e música.

 

Destaca-se também o projeto ‘Sempre Um Papo’, onde os escritores conversam descontraidamente com o público, em salas menores, durante uma hora por dia, fora da programação convencional; o ‘Fliaraxá Mirim’ vai construir atividades dedicadas às crianças na grama e arredores do Grande Hotel; O Fliaraxá pretende também incentivar as agências a promover visitas guiadas às fazendas produtoras de queijo e cachaça na região e à Serra da Canastra; importante registrar a presença institucional do Sesc, Senac, Sesi e Sebrae, com uma programação de cursos, workshops e conteúdo específico.

 

A Blooks, de propriedade de Elisa Ventura, será novamente a livraria oficial do evento, levando mais de 30 mil títulos, compondo uma das maiores livrarias em extensão do País, em festivais. Lá também vai ser instalada a ‘Estação de Autógrafos’, que receberá um grande número de escritores a assinar suas obras.

 

Um pouco da história do Fliaraxá

 

O Fliaraxá foi criado em 2012 e sua 1a. edição teve como tema “Juventude, Literatura e Experiência”, com a presença de 25 autores, reunindo 6 mil pessoas. Em 2013, com o tema “A Viagem na Literatura”, a 2a. edição recebeu 44 autores e público de 8 mil pessoas. A 3a. mostra, em 2014, com o tema “Leitura para um Mundo Melhor”, somou 11 mil pessoas e presença de 40 autores. Em 2015, em sua 4a. edição, o tema foi “Imagina o Livro, Imagina a Cidade” e contou com 60 autores e 15 mil espectadores. Em 2016, na 5a. edição, com o tema “ O Amor, a Leitura e as Diferenças”, perto de 17 mil pessoas mil pessoas participaram do festival, com a presença de 70 convidados.

 

A 6a. edição do Fliaraxá marcou a mudança para o Tauá Grande Hotel de Araxá, edificação qualificada como Patrimônio Histórico Brasileiro. Com o tema “Língua, Leitura e Utopia”, o Festival recebeu 25.776 pessoas, 80 autores, oferecendo 125 atividades. Foi criado, também, na área externa do hotel, o ‘Fliaraxá Gastronomia’. Em 2018, mais de 27 mil pessoas, em plena Copa do Mundo, prestigiaram a 7a edição, com o tema “Alma, Leitura e Revolução” que contou com a presença de 120 autores.

 

Mais de 130 mil livros foram comercializados na livraria do Fliaraxá, em todas as edições. Autores de renome nacional e  internacional participaram do evento nestes sete anos ininterruptos de realização. Dentre eles, Mia Couto, José Luís Peixoto, Ondjaki, Valter Hugo Mãe, José Eduardo Agualusa, Gonçalo Tavares, Daniel Mordzinki, Milton Hatoum, Juan Pablo Villalobos, Ziraldo, Zuenir Ventura, Luis Fernando Verissimo, MV Bill, Adélia Prado, Amyr Klink e família, Ruy Castro, Heloisa Schurmann, Heloisa Seixas, Marcelo Yuka, Laura Muller, Marcia Tiburi, Leila Ferreira, Luiz Ruffato, Humberto Werneck, Mary Del Priore, Paula Pimenta, Roberto Carlos Ramos, Alberto Villas, Cris Guerra, Marcel Souto Maior, J. D. Vital, Evandro Affonso Ferreira, Dirceu Ferreira, Airton Ortiz, Leopoldo Brizuela, Marçal Aquino, Fernando Bonassi, Carlos Herculano Lopes, Ana Elisa Ribeiro, Santiago Nazarian, Xico Sá, Carlos de Brito e Mello, Sérgio Abranches, Francisco Azevedo, Frei Betto, Marina Colasanti, Leonardo Boff, Mario Sérgio Cortella, Clóvis de Barros Filho, Vladimir Safatle, Thalita Rebouças, Nelson Cruz, Marilda Castanha, Mary e Eliardo França, Zack Magiezi, Sérgio Vaz, Nelson Motta, Laurentino Gomes, Miriam Leitão, Sérgio Rodrigues, Eduardo Spohr, Roberto Parmeggiani, José Pinho, Tatiana Salem Levy, William C. Gordon, J. Borges, Bruna Lombardi, Ana Maria Gonçalves, Ana Paula Maia, Andrea Zamorano, Carlos Marcelo, Cristovão Tezza, Isabela Noronha, Lucrécia Zappi, Daniella Zupo, Paulo Scott, Roberto Lima, Pedro Muriel, Claudia Giannetti, Jô Oliveira, José Santos, Leo Cunha, Lucrécia Leite, Marco Haurélio, Marlette Menezes, Salatiel Silva, Selma Maria, Silvio Costta, Tiago de Melo Andrade, Philippe Lobjois, Monja Coen, Marcelo Rubens Paiva, José Miguel Wisnik, Wander Melo Miranda, Angela Alonso, Angela Castro, Heloísa Espada,  Ricardo Ramos Filho, Nilton Bonder, Heloisa Starling, Eugenio Bucci, Ilana Casoy, Cesar Bravo, Maria Paula Dallari Bucci, Ricardo Aleixo, Chico Mendonça, Carla Madeira, Jout Jout e Pedro Bandeira.

 

Grande Hotel e Thermas de Araxá

 

O Complexo Hidrotermal e Hoteleiro do Barreiro de Araxá foi tombado pela Constituição do Estado de Minas Gerais de 1989 de acordo com o parágrafo 2º do artigo 84 do seu Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.

O Complexo Hidrotermal e Hoteleiro do Barreiro de Araxá está localizado entorno do centro da grande cratera que constitui a bacia do Barreiro – cuja formação geológica ligada a fenômenos vulcânicos deu origem às águas e aos minérios que determinaram a ocupação da região desde épocas remotas. O Conjunto é formado por um lago artificial ao redor do qual se encontra distribuído edificações ligadas à exploração turística, que se iniciara em fins do século XIX. O projeto arquitetônico das Termas (1944) e do Grande Hotel (1945) foi coordenado por Luiz Signorelli. Os parques e jardins (1944) tiveram a concepção de Roberto Burle Marx e a Fonte Andrade Júnior (1947) foi criada por Francisco Bologna.

Luiz Signorelli adotou o chamado “estilo missões” que passava por grande disseminação no Brasil, em movimento de pan-americanização cultural que abandonava os modelos europeus a favor de influências ecléticas originadas dos Estados Unidos. As edificações do Grande Hotel e das Termas são inteiramente estruturadas em concreto armado e seguem partidos em que pavilhões se distribuem ao longo de extensos eixos longitudinais se articulando por meio de circulação em dois pavimentos. O complexo conta ainda com significativas edificações, algumas das quais são hotéis que remontam a segunda e terceira décadas do século XX. Destacam-se também as edificações: antiga Casa de Força, a Igreja de Nossa Senhora das Graças, o Lago Norte, à margem do qual Signorelli erigiu sua residência e a Capela de Jesus Crucificado.

 

 

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